segunda-feira, 28 de abril de 2014



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Indo a um enterro na Suíça!

                                                                 Olá pessoal!


 Hoje aqui no Blog vou comentar a minha experiência indo a um enterro aqui na Suíça... É um assunto bem delicado para nós no Brasil, é meio constrangedor, triste e nunca sabemos o que dizer a pessoa por mais amiga que ela seja da gente. No fim resumimos tudo num abraço carinhoso e que diz tudo.

  Aqui eu já fui em 2 cerimônias de corpo presente e em um velório, mas o cerimonial todo para mim foi super diferente e cada vez mais vejo como as coisas são diferentes. Eu sou evangélica e as cerimônias que presenciei foram católicas , portanto se você é católico e se  já presenciou  e foi do mesmo jeito que está acostumado sintam-se a vontade para me dizer no seu comentário. OK?

Indo a um enterro na Suíça.


Indo a um enterro na Suíça.  Bom , a primeira vez que fui num velório eu já senti a diferença , foi do pai do  amigo de trabalho do meu marido. O velório começou a tarde para os amigos irem prestar os sentimentos e solidariedade aos familiares, meu marido comprou um cartão escreveu e aos pés do caixão tinha uma urna para depositar. A família em pé um do lado do outro. Então aos pessoas entravam na capela, esperava um pouco, fazia uma oração, outros calados e depois dirigia-se a família apertava as mãos cumprimentava um por um, ou os conhecidos e pegava um trequinho (desculpa mas não sei o nome) com uma bolinha na ponta , molhava na água e fazia o sinal da cruz no caixão, depositava o cartão na urna. O enterro foi no dia seguinte mas não comparecemos, meu marido foi trabalhar.Se todos do trabalho fosse a empresa não funcionaria né? Dias depois recebemos um cartão de agradecimento pela presença e solidariedade.

  Meses depois foi o pai do amigo da equipe de tiro que meu marido participa. Fomos a noite pra dar um abraço no velório  tudo igual ao outro e no dia seguinte pela manhã foi a missa de corpo presente como chamamos aí no Brasil. Foi uma cerimônia muito bonita. O senhor tinha participado de todos os comitês na região: fez tiro, ginástica, música,o serviço militar, e outros que não me lembro. Por isso tinha as bandeiras das instituições que ele tinha participado e entraram na igreja um representante de cada  instituição carregando as bandeiras ainda teve a bandeira da cidade e do Estado. Teve uma moça cerimonialista que contou a vida do senhor, falou do casamento, do nascimento dos filhos e netos e que ele toda a vida só tinha trabalhado em uma empresa. Foi emocionante , teve coral cantando e uma menina tocou orgão, nunca tinha presenciado e foi bem bonito. Depois a nora leu uma poesia e um dos filhos fez uma homenagem, o padre fez a missa. Tudo muito organizado pela equipe da funerária que para mim uma surpresa. No fim todos os presentes foi em fila para pegar o trequinho ( aquele que expliquei lá em cima e não sei o nome lembra? Ele mesmo). O corpo foi para o cemitério bem pertinho da igreja 1 minuto no máximo a pé. Após o cortejo do cemitério foi para um restaurante que foi fechado para receber os presentes na igreja para a COLLATION que é  o coquetel ( isso mesmo comes e bebes com direito a vinho) , e bem farto oferecido pela família. As pessoas comem , bebem conversam riem e a vida segue. Uma semana depois recebemos um cartão de agradecimento pela presença.

  Esse sábado fomos a outra missa de corpo presente. Faleceu a mãe do nosso amigo ( amigo de jardim de infância do meu marido). Não foi aqui na cidade mas em uma cidade vizinha. E já foi um pouco diferente sem todo o cerimonial da outra. Foi uma missa com orações. Também teve uma música tocada no orgão para a entrada do padre e depois de algumas palavras dele. E todos passaram pelo caixão para molhar o trequinho na água e fazer o sinal da cruz ( Sim, o mesmo que expliquei), esqueci de falar mas eu não faço a cruz com o tão falado trequinho porque sou evangélica mas na  minha vez quando me passam o trequinho  eu o pego  disgo merci e passo o trequinho ao meu marido. Não me sinto à vontade de fazer esse ritual... Nada contra respeito a religião de qualquer pessoa, mas realmente não me sinto à vontade. Depois da missa como o corpo iria ser cremado em outra cidade, fomos direto para um restaurante para COLLATION que é o coquetel oferecido pela família

  Bem gente, não sei se é comum e se é assim aí no Brasil, mas como eu nunca tinha ido em  numa cerimônia católica para mim foi bem diferente. A primeira cerimônia que assisti aqui na cidade eu achei bem bonita. E nas duas a igreja estava bem cheia. Sei que em alguns países depois ou antes do enterro a família oferece um café, um lachinho para os amigos, mas para eu  presenciar de perto uma mesa farta com vinho, sucos, nestéa  e àgua foi bem digamos diferente. Mas como sempre digo: uma cultura diferente que tenho vivido , participado e me integrado. Viva a diferença!

                                   Boa semana a todos!! Não esqueça de deixar o seu comentário!!

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